domingo, 10 de fevereiro de 2008

Hablas español

Na seqüência, mais versos em espanhol.
Desta vez, do Gotan Project, grupo do qual aprendi a gostar láaa em 2003, por obra da minha guru musical Marina (que nunca dá as caras nesta discoteca virtual).
Não é a minha música favorita deles, mas fiquei babando com esse clip. Exemplo de como idéias e técnicas simples, e até mesmo batidas, podem recuperar seu encanto quando adotadas com discernimento e criatividade.

PS - a dica é chupada descaradamente do blog da Rê Piza (repiza.blogspot.com). Lá, o título do post é "Porqué esperar para cambiar". Boa pergunta para começar a semana.



En el mundo habrá un lugar
para cada despertar
un jardín de pan y de poesía

Porque puestos a soñar
fácil es imaginar
esta humanidad en harmonía

Vibra mi mente al pensar
en la posibilidad
de encontrar un rumbo diferente

Para abrir de par en par
los cuadernos del amor
del gauchaje y de toda la gente

Qué bueno che , qué lindo es
reírnos como hermanos
Porqué esperar para cambiar
de murga y de compás.

Gotan Project - Diferente
(Eduardo Makaroff)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

El amor a primera vista no funciona en mí

*
Tudo bem que essa música está passando direto na Sony e essa dica não tem nada de "exclusiva".
E tudo bem também que o clip é chato.
E tudo bem que a frase "yo probé tu desempeño en el amor" não é assim algo que conquistaria moçoilas de ouvidos sensíveis.

Mas...
1. Vai que alguém não viu na tv, heim?
2. Assim eu empato com meu post anterior (clip fofo para música marromeno)
3. E a frase "el amor a primera vista no funciona en mí" é um refresco num universo musical de "paixões fulminantes & impossíveis que nos deixam em ruínas"
Viva o amor leve e doce!

Esclarecimientos feitos, aí vai "Perfecta", da banda Miranda (???) e de Julieta Venegas (a mexicana que canta "Limon y Sal", hit das minhas férias no Uruguai).


Tan pronto yo te vi
No pude descubrir
El amor a primera vista no funciona en mí
Después de amarte comprendí

Que no estaría tan mal
Probar tu otra mitad
No me importó si arruinaríamos nuestra amistad
No me importó ya que mas da

Éramos tan buenos amigos hasta hoy
Que yo probé tu desempeño en el amor
Me aproveché de que habíamos tomando tanto
Te fuiste dejando y te agarré
A pesar de saber que estaba todo mal
Lo continuamos hasta juntos terminar
Cuando caímos en lo que estaba pasando
Te seguí besando y fue…

Solo tu no necesito mas
Te adoraría lo que dure la eternidad
Debes ser perfecta para…
Perfecto para... perfecto para mi
Mi amor

Como fue
Que de papel cambié
Eres mi amiga y ahora eres mi mujer
Debes ser perfectamente
Exactamente
Lo que yo siempre soñé

El tiempo que paso
Resulto aun mejor
Nos conocíamos
Pero antes si sabíamos
Lo que queríamos los dos

Entonces el amor
Nos tiene de rehén
Seré tu eterna enamorada
Y te aseguro que
Todas las noches te amaré

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sete vidas

Gatófila que sou, mais cedo ou mais tarde eu ia acabar encontrando esse clip.
Mas pense num "mais tarde".
O namorido disse ontem, quando mostrei para ele a minha nova "descoberta", que ele fez uma matéria sobre essa banda ("Gram") em 2003!
Mas, como diz o ditado, "antes tarde do que nunca".

Combina com vinho

Taí um tipo de jazz que eu adoro, pense no tanto que eu adoro...
Fiquei superfeliz de conhecer a música dessa moça norte-americana, Stacey Kent, que me lembra a suavidade da música de Madeleyne Peyroux. As duas cantam tão bem em inglês como em francês.
Virei fã da Stacey, que tem em sua obra algumas releituras de músicas pra lá de conhecidas e admiradas, como "I´ve got a crush on you", "What a wonderful world" e, que beleza!, de versões da bossa nova, de que gosto tanto. Não deixe de ouvir "Samba Saravah", onde ela canta em francês sua versão particular de "é melhor ser alegre que ser triste".
Mas, resolvi compartilhar uma música linda que é novidade pra mim (embora seja bem antiga, descobri que já foi gravada por Judy Garland), então lá vai.

THE BOY NEXT DOOR

The moment I saw him smile
I knew he was just my style
My only regret is we've never met
Though I dream of him all the while
But he doesn't know I exist
No matter how I may persist
So it's clear to see there's no hope for me
Though I live at fifty-one-thirty-five Kensington Avenue
And he lives at fifty-one-thirty-three
How can I ignore the boy next door
I love him more than I can say
Doesn't try to please me
Doesn't even tease me
And he never sees me glance his way
And though I'm heart-sore, the boy next door
Affection for me won't display
I just adore him
So I can't ignore him
The boy next door
I just adore him
So I can't ignore him
The boy next door

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Devotion

O Emi ganhou de amigo-secreto o livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer". Coloquei ao lado do laptop e, sempre que posso, lá vou eu em busca das dicas.
Encontrei algumas coisas legais, outras estranhas, um pouco de falcatrua.
E pequenas jóias, como essa canção.
Ela faz parte do disco "I am a bird now", da banda Antony & The Johnsons, da qual nunca havia ouvido falar até... meia hora atrás.

A capa chamou minha atenção. Em preto-e-branco, uma mulher deitada numa cama, olhando em direção à câmera.
Descubro no texto que não se trata de uma mulher.
É Candy Darling, um transexual que viveu seus 15 minutos de fama ao aparecer em filmes do Andy Warhol. A identidade sexual, fico sabendo ao longo do texto, é um dos temas que preocupam Antony.
Será essa inquietação e o possível preconceito sofrido que o levaram a pintar o amor de forma tão dolorosa em "Fistfull of love"?
Não sei. É especulação minha...

E também não quero reduzir essa música tão linda a uma única interpretação.
Porque, de um jeito ou de outro, todos nós sabemos que o amor pode machucar.

Na verdade, acho que sempre machuca.



I was lying in my bed last night staring
At a ceiling full of stars
When it suddenly hit me
I just have to let you know how I feel

We live together in a photograph of time
I look into your eyes
And the seas open up to me
I tell you I love you
And I always will
And I know you can't tell me
I know you can't tell me

So I'm left to pick up
The hints, the little symbols of your devotion
So I'm left to pick up
The hints, the little symbols of your devotion

And I feel your fists
And I know it's out of love
And I feel the whip
And I know it's out of love
And I feel your burning eyes burning holes
Straight through my heart
It's out of love
It's out of love

I accept and I collect upon my body
The memories of your devotion
I accept and I collect upon by body
The memories of your devotion

And I feel your fists
And I know it's out of love
And I feel the whip
And I know it's out of love
And I feel your burning eyes burning holes
Straight through my heart
It's out of love, ooh hoo
It's out of love

Give me a little bit serious love
Give me a little full love
Be full of love

Fists, fists, fists full of love...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Dance with me, babe

Opa!
Mal eu declarei que estava precisando de descobertas para poder sugerir, eis que minha irmã Lisaura me aparece com esta música delícia aqui. Não precisei nem escutar toda para correr para o blog e compartilhar esse suíngue.
Quem são Gabin e Dee Dee Bridgewater?
Boa pergunta, queridos! Quando eu descobrir eu conto! Esses dois me parecem bons filões de música boa.
A conferir.

INTO MY SOUL
- Gabin feat. Dee Dee Bridgewater -

I took a trip to the mountains
I saw you trapped up in the cable-way
I prayed that you would fall
And come floating down to me, oh yeah

You fall free style
You down from the sky

Oh I’ve been waiting
I’ve been waiting

I say leap into my arms, babe
C´mon dive into my soul
C´mon jump into my heart, babe
C´mon dive into my soul

I say leap into my arms, babe
C´mon dive into the snow
C´mon jump into my bob-sled
C´mon dive into my soul

I say Don´t look back, look back
I say Don´t look back, look back...


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Delicadeza

Pense num CD que quero ouvir inteirinho: esse que a Fernanda Takai, do Pato Fu, gravou em homenagem à Nara Leão.
Não sou exatamente uma fã da Nara Leão - e olha que eu amo bossa nova. Mas as músicas são bonitas e, quem sabe por meio da regravação, eu acabe não me interessando pelo original? Às vezes o melhor caminho pode ser o inverso.



DIZ QUE FUI POR AÍ
Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando o violão embaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela